Immortals Fenyx Rising foi lançado em 03 de dezembro pela Ubisoft. Para PS4 e PS5, Xbox One, /Series X/S, Stadia, PC e Nintendo Switch.

Um papel manteiga por cima de Breath of the Wild

Antes intitulado Gods and Monsters, dá nome a uma das primeiras missões do jogo. Este é um RPG de mundo aberto, em terceira pessoa e claramente foi pensado como uma opção para quem não tenha o console Nintendo, sendo assim, sem ter acesso ao Zelda: Breath of the Wild que tem muito de sua base aqui nesta obra da Ubisoft.

As semelhanças começam em como o mapa é formado. Por grandes áreas, e no centro o destino, a morada de Tifão, o vilão do jogo. Diferente do título da Nintendo, aqui não é possível acessar a área final desde o início.

Mas tudo indica que esse era o propósito inicial que acabou não sendo efetivado pelos desenvolvedores. Mas quase todas as áreas podem ser acessadas desde o início, sendo escolhido pelo jogador as sequências principais de história que ele quer experienciar naquele momento.

Uma barra de estamina restringe as ações do protagonista, que no começo é um problema, mas com o tempo é possível aumentar essa barra de forma que ela não dificulte tanto a aventura.

As famosas Shrines de Zelda estão presentes e sem dúvida são responsáveis por toda a dinâmica do jogo. Repleto de puzzles desafiadores e inteligentes, sempre recompensando o jogador de forma satisfatória. Os designs nesse trecho não mudam muito, podendo se tornar repetitivos com o tempo.

Não há problema em se inspirar escancaradamente em uma obra de sucesso, desde que tenha alguma personalidade própria por trás das inspirações. E isso não falta para Immortals. Simpatia e personalidade logo de cara, tanto no protagonista, assim como nos Deuses do jogo.

Atenas

O seu protagonista não é definido por gênero, mas na campanha de marketing do jogo, foi usado um perfil feminino como sendo o canônico. As modificações na customização são: de cabelo, corpo e rosto, além de armaduras ao longo da campanha.

Uma mitologia bem-humorada

Fenyx, começa o jogo envolvido em um desastre marítimo. Após acordar na praia da Ilha dourada. O futuro herói encontra toda a população e inclusive seu irmão, esse sim um verdadeiro herói, petrificados.

O culpado foi Tifão, que escapou de seu aprisionamento e petrificou também os deuses gregos lhes roubando a essência de seus poderes. Cabe a Fenyx reestabelecer a ordem do Olimpo e salvar seu irmão.

A história é contada de forma bem-humorada pelas perspectivas de Prometeu e Zeus, muito carismáticos, quando não engraçados, servem como professores das grandes histórias mitológicas.

Não são muitos os personagens principais desta trama, mas todos são bem cuidados quanto a criação de personalidade. Os textos muito bem escritos soam sempre necessários e não são chatos tão pouco cansativos

Gameplay apaixonante e um primor técnico

A parte artística nas representações dos deuses, tem um aspecto autoral mais cômico mantendo a grandiosidade de um ser divino. O resultado ficou belíssimo, bem como, as paisagens do jogo. As partes contemplativas no alto de uma montanha são extremamente relaxantes e complementam muito bem toda a ação da gameplay.

Afrodite

Em tempos de nova geração, o desempenho no console PS4 Slim que foi por onde esta análise foi feita, está excelente. Sem bugs, nenhum crash e poucas quedas de quadros.

No máximo um ou outro problema com a câmera que as vezes fica um pouco perdida quando se trava a mira no oponente, mas isso é bem raro e não irrita a ponto de ser um problema muito sério.

O sistema de localização automática das missões que por vezes, indicam a direção errada da missão caso seja muito impaciente pode incomodar. Mas nada que atrapalhe a imersão nesse mundo mitológico.

O combate lembra muito o de Assassin’s Creed Odyssey, até mesmo na ordem dos botões, foi utilizado o mesmo esqueleto por aqui, mas de forma mais facilitada, sem muito desafio nessa parte do jogo.

O sistema de combos recompensa com pedras preciosas que podem upar armas. Moedas de caronte ganhas em desafios do jogo, aumentam as habilidades do protagonista com golpes mais poderosos ou poder de levitação de objetos pesados, habilidade vital na resolução de puzzles de ambiente.

O raio de Zeus encontrado ao fim de cada dungeon aumenta o vigor. E a ambrosia localizada em pontos altos do mapa elevam a barra de vida do protagonista.

Os loots de arma são raros, mudando apenas o aspecto visual sem ter level, e possuindo habilidades únicas, o que foi uma grande adição ao sistema um tanto cansativo utilizado no Odyssey.

Entre chefes e puzzles um equilíbrio foi estabelecido

Os puzzles envolvendo pedras e desafios com o arco e flecha, foram muito bem elaborados, fazendo com que se perca horas tentando resolver a quase centenas de fendas por toda a campanha, que dura por volta de 23 horas se mantiver um foco nas missões principais e, em torno de 55 horas para completar tudo do jogo.

Oráculo

Os chefes são bem desenhados e tem golpes bem característicos, criaturas mitológicas como o Leão de Neméia, Hidra de Lerna ou as harpias elevam a emoção da aventura, e mesmo para quem não conhece muito de mitologia grega, essa é uma boa oportunidade já que pequenos contos dessas lendas são apresentados antes dos confrontos.

Porém, isso não torna esses confrontos inesquecíveis. São mais uma barra de HP que vai diminuindo na base da pancada sem muita estratégia envolvida. Uma pena que a inteligência dos puzzles não foi repetida nas lutas com chefes.


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Nota
Geral
8.8