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Análise: DOOM Eternal: The Ancient Gods – Part 2

DOOM Eternal The Ancient Gods Part Two

The Ancient Gods é conteúdo repartido em dois para ser distribuído num calendário razoável de vida de jogo que possui foco maior em seu modo singleplayer. Isso significa que ao máximo, a parte II teve a chance de ajustar seus parafusos em relação ao primeiro. Será?

No melhor sentido de continuação, desde que Doom foi renovado em 2016, quaisquer iterações começam de onde o anterior parou, do ponto de vista de game design mesmo.

Demônios não têm estâmina, pois não descansam

Mais pornograficamente aguado do que história de Super Mario, depois que a batalha entre as forças demoníacas são derrotadas em Doom Eternal, o mau ainda estava à espreita e tão rapidamente surge uma nova ameaça. E o Slayer é enviado novamente para estraçalhar tudo. É gratuito assim.

Mas no ritmo de expansão parruda, isso é ótimo, pois os jogos base por pouco não passaram no campo de mostrar história demais, isso dentro de… Doom.

Círculo fatal, o arsenal

Seus upgrades estão todos coletados e todas as mecânicas estão abertas de cara; Os inimigos apresentam leve mudança de skin (pronta para ser rasgada) e alguns inimigos são surpreendentemente novos.

Ancient Gods não está interessado em oferecer uma curva de dificuldade, não especialmente para os jogadores antigos que só estavam dando um descanso, mas sim, mais pelos pobres coitados que resolverem ter sua primeira experiência Doom moderno nessas DLCs.

Faz apenas dois meses que eu terminei o extenso jogo base Doom Eternal, mas meu retorno rendeu cerca de 2 mortes já nos primeiros 10 minutos de Ancient Gods.

Então neste arsenal, estão as granadas infinitas mas que levam um tempo para recarregar, o seu soco especial que explode inimigos mais fracos e manda uma onda em volta do impacto (gera HP), seu lança-chamas (gera escudo), seus tiros primários e secundários de arma, suas famosas execuções para quando o inimigo está brilhando e com pouca energia (uma espécia de “Finish Him” de Mortal Kombat), que gera HP e pôr fim a sua serra elétrica (que gera um pouco de todos os recursos).

Para a movimentação, você tem o pulo e o pulo duplo, além de um dash que pode ser feito no chão ou no ar.

A sua mente terá que está no máximo de Doom, sabendo aproveitar 100% de seu controle e seus botões, saber quais itens estão na reserva para conseguir fazer um rodízio enquanto a habilidade anterior utilizada está em cooldown.

Os mapas parecem mais parquinhos ultra-criativos que pedem para que você se movimente desesperadamente entre plataformas, postes horizontais, etc. Contudo, o sentimento que fica é que nestas DLCs, há um reaproveitamento imediato das arenas.

Você enfrenta uma horda que parece até ser infindável, pega um cartão colorido por exemplo, e na volta enfrenta de novo mais uma horda, possivelmente com alguma armadilha adicional como novidade. Essa talvez seja a natureza de expansões e DLCs.

Tecnicalidades chatas

A parte sonora não tem a mesma vibração de qualquer dois jogos base Doom. Invés do gênio absoluto Mick Gordon, agora a trilha tenta ser emulada na mesma vibe por Andrew Hulshult e David Levty. O formato está ali, mas simplesmente não é a mesma coisa e é fácil de perceber.

Quem viu vídeos de Gordon e seus aparelhos soviéticos que parecem ter sido tirados de uma zona de Chernobyl, indo direto para Doom 2016 e Killer Instinct 2013, sente uma falta de porrada, de compressão nos áudios em Ancient Gods.

Tudo bem, já que a parte gráfica e performática é impecável, rodando a 60 quadros por segundo em qualquer plataforma que não seja da Nintendo.

Mais bacon, mais queijo

The Ancient Gods é mais do que Doom Eternal (o jogo base), que por sua vez é mais que Doom (2016). Isso pode assustar quem não está tão investido em estar sempre no mindset da franquia renovada. Portanto as DLCs, por mais que isso soe óbvio, não são recomendadas para novatos, esteja avisado. Bem, na verdade o jogo avisa em dizeres negrito-bordô no menu.

De resto, se eu tinha dito na review de Doom Eternal que o mesmo game fica mental e praticamente fisicamente cansativo, pelo fato de ser apenas Doom 2016 (que é perfeito) só que com mais bacon, mais queijo, mais tudo, essas DLCs são só mais e mais ingredientes.

E não, você não vai me convencer de que bacon e queijo em tudo, em grandes quantidades é sempre a melhor resposta, ao contrário dos canais de culinária de redes sociais.