Início Análises Bright Memory: Infinite – Uma chuva de balas e cortes de espada.

Bright Memory: Infinite – Uma chuva de balas e cortes de espada.

Desenvolvido por uma única pessoa, Bright Memory: Infinite é um deleite, não só por ter gráficos lindos, mas por seu potencial em trazer um agradável jogo de ação, o título chega ao Playstation 5 em uma versão polida para a nova geração.

Há tempos não jogava um bom FPS, alguns com os mesmos panos de fundo, que por mais que sejam bonitos em sua estética, pecam em histórias que perderam certo brilho, e claro que isso é mais uma questão pessoal, e está tudo certo até aqui.

Porém, com Bright Memory a ação é desenfreada e possui uma jornada insana contra inimigos brutais.

O impressionante jogo de um homem só

O jogo começa de uma maneira calma, durante o ano novo chinês, a agente secreta Shelia está em seu quarto, aparentemente tudo está indo bem, até que Wake um dos encarregados da SRO (Organização de Pesquisa Científica) entra em contado dizendo que uma anomalia está pondo em risco o planeta inteiro.

Os comandos básicos serão apresentados um pouco mais a frente, mas devo destacar a introdução até nossa principal missão, com Shelia pilotando um avião e precisando fazer um pouso forçado.

Confesso que à primeira vista, o impacto visual é muito forte, já que até agora, podemos contar nos dedos os jogos que trazem a sensação de nova geração, a iluminação é facilmente uma das mais impressionantes dos jogos lançados esse ano.

O reflexo na arma da protagonista, por vezes parece que vai ofuscar nossa vista, é tudo muito nítido e bem trabalhado, a movimentação dos inimigos e da personagem é bastante fluida, o que é algo indispensável para um jogo com essa proposta, ação do começo ao fim e cenas cinematográficas.

Shelia de início vai enfrentar soldados que irão impedir que ela chegue até a catástrofe, esses que por sua vez são inteligentes para algumas coisas, mas burros para outras, eles se adaptam ao rifle de precisão andando agachados para evitar a mira.

Para as demais armas, quase sempre eles vão para cima para matar e (obviamente) morrer.

Shelia deveria ter maior destaque entre as heroínas dos jogos, ela é a definição de implacável, a pessoa perfeita para a missão que ela foi designada, que nesse caso é parar um buraco negro.

O jogo se passa em um futuro não muito distante, no ano de 2036 as coisas parecem não ser tão tecnológicas, porém, ela é avançada, Shelia possui armas poderosas e uma espada de luz, além de combater com socos em algumas habilidades especificas.

O que vou relatar pode ser confuso, mas é como eu me senti ao jogar o game, Shelia vai literalmente aniquilar qualquer ameaça que entre em seu caminho, além das armas que possuem disparos rápidos e munição especial para cada uma delas, uma é mais poderosa que a outra.

Para ter noção, a pistola quando usada com munição especial, vira uma mini lança granadas extremamente poderosa, fazendo o mais poderoso inimigo chorar.

O rifle por exemplo, tem os disparos mais poderosos do arsenal e seu disparo aprimorado é uma munição aderente que explode causando dano em área.

Mas o que deveria receber uma certa atenção, são as habilidades de espada, os golpes especiais vão gastar nossa estamina, mas ela se recupera muito rápido, o que facilita nossas lutas.

Com a espada de luz podemos atacar os inimigos com uma velocidade absurda, e em níveis mais avançados, cortes de luz serão projetados, o que possibilita ataque corpo-a-corpo em média distância, e como se isso já não fosse bastante coisa, é possível rebater balas e magias, praticamente uma Jedi.

Para completar, é possível puxar os inimigos mais leves para perto com a habilidade do braço biônico, deixando-os paralisados bem na sua frente, para serem retalhados ou cravejados de bala.

Mais para frente, vamos ter contato com inimigos sobrenaturais, estátuas que lembram os guerreiros antigos, esses apresentam uma maior resistência tanto para as armas de fogo, como para os ataques corpo-a-corpo. Mas basta decorar o padrão de cada um para não passar mais sufoco.

E aqui aproveito para detalhar a dificuldade do game, como possuo pouca habilidade em jogos de tiro, fui direto no hard, o que foi suficiente para saber que a dificuldade é balanceada até certas fases, o começo do jogo, para Shelia os primeiros inimigos parecem ser feitos de papel, mas conforme avançamos, as hordas aumentas e a agressividade dos inimigos acompanha.

Dependendo da dificuldade, um único vacilo pode resultar em game over, certos soldados e guerreiros, podem derrotar a agente secreta com apenas dois golpes. Testei o jogo também na maior dificuldade, e aqui ela pode arrancar certos xingamentos dos jogadores, desde o começo qualquer ameaça deve ser tratada com maior cuidado.

Progressão de personagem

O jogo não tem muito segredo, os comandos são bem simples, nada fora do que já vimos em outros jogos de ação em primeira pessoa, o que fica interessante para o título é a progressão de Shelia, conforme vamos achando os tótens para evoluir, vamos gastar os recursos na habilidades que mais se adequam em nossa jornada.

Na primeira jogada, escolhi aprimorar a espada de luz e os tiros secundários, deixando ataque das armas mais completo, todas as armas sem exceção eram fortes, em certo ponto pude jogar só com o rifle de precisão, pois julgo ser uma das armas mais fortes, perdendo apenas para a espingarda.

Shelia é capaz de desferir poderosos golpes, um deles é acionado ao segurarmos o botão de ação enquanto corremos, se for carregado até o final e ele estiver no nível máximo de upgrade, uma carga flamejante será arremessada para frente, deixando tudo que estiver no caminho carbonizado.

Outro ataque bastante útil é ativado com ao darmos um soco enquanto saltamos, ótimo para lidar com muitos inimigos.

A progressão pode ser levada para o novo jogo, o que facilita tentar vencer o game nas demais dificuldades, o que é provável que aconteça, já que a obra é muito divertida.

Simplicidade que deu certo

Em termos narrativos, Bright Memory Infinite é bem simples, a história é uma corrida contra o tempo de nossa heroína contra as forças do mal que querem acabar com tudo, é uma forma clássica de narrativa.

O que de fato vai prender o jogador é a gameplay fluida e frenética, não há um momento do jogo em que não estamos fazendo chover balas nos inimigos, brandindo a espada ou correndo para aniquilar hordas de guerreiros.

O jogo tem um bom ponto, por ser curto ele não enjoa fácil, além das dificuldades mais altas, é muito bom dizimar todos com o potencial máximo da agente.

O visual deslumbrante que citei anteriormente, nos faz parar por alguns segundo para contemplarmos os cenários, que não possuem muita diversidade, mas que entregam construções dignas dos melhores filmes orientais, as estátuas e os casebres, os templos e pântanos são lindos e muito bem-feitos.

Outra coisa são os inimigos especiais, não são muitos modelos diferentes, o que deixa todo o impacto para os chefes. Assim como as armas de fogo, que ficam no básico, pistola, rifle de assalto, espingarda e rifle de precisão.

Outra parte que chama bastante atenção, são as batalhas contra os chefes, como são poucos inimigos principais, para quem não jogou anteriormente, não citarei muito, mas devo destacar o primeiro encontro de chefe, que usa fogo tanto para atacar como para se locomover, rastros de fogo e teletransportes em uma quase dança.

O objetivo nessa batalha é retirar a energia do chefe e atacar quando ele estiver atordoado, e é possível usar contra-ataques e golpes de espada para deixar a luta mais emocionante.

Além das batalhas contra inimigos épicos, há cenas de fuga onde o absurdo acontece, e é incrível observar como é bom jogar um jogo que não precisa ter profundidade, impedir um plano maluco de um vilão ainda mais insano.

Em certa parte, vamos precisar usar elementos de furtividade, e em outros jogos seria até chato, as aqui Shelia vira quase um Rambo e massacra todos apenas usando uma arma branca, uma das missões mais divertidas do jogo.

Tirando o tempo curto de jogo, é uma jogatina que irá agradar quase todos os jogadores, dos mais exigentes aos mais tranquilos. É um trabalho muito bem-feito e por ter sido feito por apenas uma única pessoa, já merece bastante respeito.

Para a nova geração é facilmente um dos jogos mais bonitos e espero que tenha uma continuação, seria muito bom, um segundo jogo com maior orçamento e com um enredo mais elaborado, tem tudo para iniciar uma franquia divertida e épica de ação.

No total, Bright Memory Infinite é um excelente jogo, os fãs de jogos de tiro, os que jogaram clássicos como Devil May Cry, Bayonetta e Metal Gear Rising, vão adorar jogar a missão de Shelia.

A análise foi feita com base em uma cópia cedida pelo FYQD Studio, agradecemos pela confiança em nossa equipe.

Nota
Geral
7.0
bright-memory-infinite-uma-chuva-de-balas-e-cortes-de-espadaDepois de milhares de balas disparadas e terminar uma missão frenética, o jogo vicia e agrada os olhos com seus belos gráficos.