The Last of Us foi o que podemos chamar de despedida com chave de ouro. Saindo próximo ao final da vida útil do PlayStation 3, pôde nos mostrar o potencial do console que ainda tínhamos em mãos e também uma amostra da nova geração que estava por vir. Sendo, para muitos, um dos melhores jogos de sua plataforma, conseguiu inovar a narrativa nos jogos de ação e imortalizar a Naughty Dog como uma das melhores softwarehouse presentes no mercado.

Os efeitos de luz e sombra são incríveis.

The Last of Us é um jogo do gênero Ação/Survival Horror, desenvolvido pela Naughty Dog e publicado pela Sony Computer Entertainment. Lançado inicialmente para PlayStation 3 em junho de 2013, recebeu uma versão remasterizada para PlayStation 4 em julho de 2014.

Abaixo segue um dos trailers de The Last of Us.

Curiosidade 1: The Last of Us foi um sucesso de público imediatamente após seu lançamento, ultrapassando a marca de 1,3 milhões de unidades vendidas apenas em sua primeira semana no PlayStation 3. Atualmente, somando as versões de PS3 e PS4, o título ultrapassa a marca de incríveis 18 milhões de unidades, estando entre os 10 jogos mais vendidos de ambas as plataformas.

Bastidores

O diretor de criação Neil Druckman.

Nos primeiros momentos do projeto, The Last of Us era chamado de Project Thing e seu planejamento se deu logo após o lançamento do sucesso Uncharted 2, em 2009. Pela primeira vez na história da empresa sua equipe principal havia se divido em duas frentes, uma para produzir Uncharted 3 e a outra para o jogo título deste artigo. Os dois principais nomes indicados para chefiar este projeto foram, o diretor geral Bruce Straley e o diretor de criação Neil Druckman.

Neil Druckman possuía uma forte ligação com o cineasta George A. Romero (famoso por seus filmes sobre zumbis no século 20), devido ao contato que teve com ele em tempos de universidade, isto gerou a inspiração para a base da temática apocalíptica. Somando com o fato de ser fã do jogo Ico, ficou imaginando como seria misturar ambos universos. Sobre a base da epidemia causada pelo fungo Cordyceps, tudo começou com um documentário que viu sobre o parasita, a partir de então começou a pesquisar sobre grandes pandemias ocorridas no passado, como a Gripe Espanhola de 1918 e a Poliomielite de 1880, verificando os impactos sociais que estes problemas geravam em âmbitos globais.

Ashley Johnson é Ellie.

Quanto a arte do jogo, vieram de fotografias de locais que haviam passado por catástrofes, como as de Nova Orleans, após o desastre causado pelo furacão Katrina e áreas inundadas de Pittsburg. Quanto aos infectados, houve dificuldades até chegarem ao resultado desejado, em parte pela dificuldade que tiveram em passar os esboços para os gráficos 3D, assim como chegar em algo que não fosse já comum em jogos e filmes, evitando seres que lembrassem os zumbis típicos.

O design dos infectados ficaram incríveis.

Curiosidade 2: O sucesso de The Last of Us não ficou apenas nas vendas, atingindo grande parte da crítica. Com aproximadamente 250 prêmios de melhor jogo do ano e presença em várias listas de melhores de todos os tempos, este título adquiriu imediatamente o posto de clássico. Na premiação mais popular da atualidade, o “GOTY”, chamada de VGX em seu tempo, The Last of Us concorreu em Melhor Jogo do Ano; Melhor Jogo de Ação/Aventura; Melhor Trilha Sonora; Melhor Jogo de Playstation; Estúdio do Ano, Melhor Dublador, Melhor Dubladora, saindo vencedor nos quatro últimos citados. O interessante é que certamente receberia um número maior de prêmios se não tivesse sido lançado no mesmo ano que o “arrasa quarteirões” GTA V.

A E3 de 2012

Havia bastante expectativa em volta da E3 de 2012, em parte porque a 7ª geração estava chegando ao fim e as produtoras costumavam apresentar games de grandes proporções, mas também pelos anúncios de jogos relevantes que iriam aparecer. Entre estes, dois mereciam maior destaque. O primeiro deles, Watch Dogs, prometia, além de uma qualidade gráfica ainda não vista na geração, um mundo aberto livre e que, segundo eles, iria deixar GTA com imagem de ultrapassado; o outro jogo, para muitos, seria mais um com a temática de zumbis, porém, com uma qualidade acima da média dentro de seu gênero.

A ambientação do jogo é simplesmente incrível, demonstrando o mundo sem a intervenção dos homens.

A expectativa na feira era grande, principalmente pelo fato do público saber que a nova IP (propriedade intelectual) estava nas mãos dos criadores do já sucesso Uncharted. A apresentação se deu com uma partida no palco, durante a conferência da Sony, com um dos produtores apresentando Ellie e Joel sobrevivendo ao envolvente mundo de The Last of Us. Ao final, todos perceberam que o título seria uma despedida digna para o console e que, assim como todos haviam imaginado, a 7ª geração ainda tinha muito potencial para ser explorado.

Muitas vezes a furtividade acaba sendo a melhor escolha.

Curiosidade 3: Logo após o lançamento do jogo, fãs da atriz Ellen Page (e a própria) demonstraram um certo descontentamento com a excessiva semelhança da personagem Ellie, com a estrela de cinema (inclusive no nome). Na ocasião, a Naught Dog negou o uso de suas capturas, já que a mesma estava trabalhando no jogo Beyond Two Souls. Pois é, polêmicas.

Semelhanças entre Ellen Page e Ellie.

Enredo

Abaixo vamos tratar daquele que, ao meu ver, é um dos diferenciais de The Last of Us. Caso você, leitor, ainda não tenha jogado este clássico contemporâneo, fique tranquilo, pois abordaremos apenas os primeiros momentos desta grande aventura.

Lembro-me de ter lido em uma certa publicação, infelizmente não me recordo qual, em que um crítico reportou serem os 20 minutos iniciais de um jogo seus momentos mais importantes, uma vez que eles serão os responsáveis por manter o jogador atento à aventura até sua conclusão ou, até mesmo, além disso.

Acredito que The Last of Us, junto de God of War 3, possuem os prólogos mais envolventes de toda história dos videogames. Logo de cara percebemos uma incrível atuação por parte dos protagonistas, Joel e sua filha Sarah, seguido do pleno caos sem maiores explicações, sendo simplesmente impossível, para os jogadores, ficarem indiferentes com os problemas apresentados.

O prólogo.

Logo no começo da aventura percebemos que o pai, Joel, possui como único objetivo manter sua filha segura longe da agressividade, inexplicável, de muitas pessoas. Tudo aparenta ser a consequência de uma epidemia, porém, ninguém sabe ao certo o que está acontecendo. Depois de alguns eventos a fatalidade acontece e a menina acaba falecendo. O mais triste é que sua morte não vem dos dentes de um infectado, mas de um militar que acaba cumprindo as ordens de extermínio da população, mesmo com as insistentes súplicas por misericórdia.

A DLC, Left Behind, conseguiu enriquecer ainda mais o enredo e a narrativa.

A morte de Sarah, fez de Joel um sobrevivente frio e sem grande empatia pelos humanos que sobreviveram ao início da crise. Vinte anos se passaram e aqueles que ainda estão vivos agora vivem dentro de zonas de quarentena guardadas por militares.

O protagonista e sua “companheira” Tess, aparentemente, vivem de pequenos contrabandos e serviços diversos. Entre seus negócios, surge a missão de levar a adolescente Ellie em segurança aos Vaga-Lumes, sendo estes um grupo de rebeldes que se negam a seguir o poder imposto sobre a sociedade e lutam para que um dia a vida volte a ser como antes da pandemia que devastou a maior parte da humanidade.

A cena que nos faz querer ir adiante na aventura.

Alguns eventos relevantes ocorrem e com eles ficamos sabendo que Ellie está infectada com o fungo parasita e, por alguma razão, não desenvolveu os sintomas da doença, sendo assim, ela passa a ser a possível cura para o retorno da humanidade como era anteriormente. Durante a viagem, percebemos Joel reaprendendo a ter empatia por seres humanos através de seu convívio com Ellie e recuperando o que tinha perdido vinte anos antes.

A falta de conhecimento de Ellie pelas coisas simples faz com que, não somente Joel, mas também os jogadores, torne-se fãs de seu carisma.

Curiosidade 4: Sem dúvidas a curiosidade mais interessante que envolve o mundo de The Last of Us está no fato de que o fungo Cordyceps, responsável pelo apocalipse no jogo, realmente existe em nosso mundo real e, tristemente, os seres que possuem o parasita têm, realmente, um impulso de exterminar sua própria espécie.

Antes que você fique ainda mais apavorado nestes tempos de pandemia, acalme-se, eles afetam apenas determinados tipos de insetos e artrópodes, sendo inofensivos aos seres humanos, ao menos por enquanto, EITA.

Abaixo vemos um breve documentário sobre o fungo Cordyceps. Obs: Vale muito a pena assistir.

Narrativa

Acredito que, realmente, este seja o ponto mais revolucionário dentro de todas qualidades que The Last of Us possui, de forma que é muito comum jogos de seu gênero, e outros, passarem a seguir seu exemplo para um melhor desenvolvimento de personagens e sequência de enredo.

O relacionamento entre os protagonistas contribui para formar uma das melhores narrativas já feitas.

Títulos com primor técnico já haviam muitos antes de The Last of Us, porém a forma que a narrativa foi aplicada junto ao gameplay, aqui, foi bastante inovadora. Em poucos minutos de campanha o jogador já vai se sentir envolvido com Joel e Ellie, de forma a torcer para que seus sonhos e metas se realizem.

Uma das questões mais interessantes está no fato de Ellie ter nascido após o apocalipse, de forma que a todo momento ela fica perguntando para Joel como era a vida antes do desastre, momentos que as preocupações não eram apenas sobreviver.

Exposições desta forma, com uma dupla de personagens já haviam sido vistos em jogos relevantes, como nos casos de Ico e Bioshock Infinite, porém nenhum deles teve essa dimensão. É interessante percebermos que títulos como Resident Evil Revelations 2 passaram a utilizar destas características, uma franquia que tanto já contribuiu para o gênero survivor horror também pode receber influências.

Os cenários ricamente detalhados durante a aventura contribuem para a narrativa, enredo e até mesmo gameplay. As construções destruídas nos fazem pensar o que ocorreu naqueles locais antes de chegarmos ali, pôsteres de filmes espalhados nos mostra o que estava em evidência nos tempos anteriores à catástrofe causada pelo fungo.

Os cenários são um espetáculo e ajudam a contar a história do jogo.

Curiosidade 5: Em 14 de fevereiro de 2014 tivemos o prazer de conhecer sua incrível DLC, chamada de The Last of Us: Left Behind. Para não exagerar nos spoilers, irei dizer apenas que aqui vemos a história de Ellie pouco antes dos acontecimentos do jogo principal. Algo indispensável para os fãs da franquia. Vale dizer que há mecânicas e “ações” inéditas aqui quando comparado com o game principal.

Abaixo segue o trailer de Left Behind.

Análise Técnica

Vamos começar falando sobre a qualidade que salta em nossas vistas no primeiro momento em que ligamos o console, seus gráficos. Quando lançado, inicialmente, para o Playstation 3, The Last of Us estava facilmente entre os títulos mais lindos do console, junto de Beyond Two Souls, sendo este outro exclusivo.

Isto pode ser visto não somente nos personagens e inimigos presentes na aventura, já que o próprio cenário apresentava uma qualidade incrível. Alguns exemplos são: em determinado momento presenciamos um prédio inclinado ao fundo, momentos depois estamos lá dentro enfrentando seus desafios; em outras ocasiões entramos em locais com água e percebemos que nossa vestimenta fica molhada, momentaneamente, até o ponto que ficou submersa. Prestar atenção e prestigiar estes detalhes fazem parte da diversão que este título proporciona.

Sempre preste atenção aos detalhes, vale muito a pena.

O tempo de campanha é grande para seu gênero, atingindo certa de 20 horas de gameplay na primeira partida, isto caso o jogador apreciar com calma as cenas, ler os arquivos, morrer algumas vezes durante a aventura e buscar pelas engrenagens e colecionáveis presentes nos cenários.

O gameplay é bastante variado e tem a diversão final como seu objetivo principal. Exemplos de ocasiões em que percebemos ver isto são, quando estamos presos pelas pernas enquanto devemos salvar Ellie de uma onda de inimigos, aqui ficamos, momentaneamente, com munições infinitas para não atrapalhar a sequência de ação.

Em outra parte da história percebemos que nossos companheiros estão imunes aos ataques dos adversários devido a grande quantidade de inimigos no local.

As áreas de quarentena nos mostram a dificuldade de sobreviver no local. Vale destacar que podemos escutar conversas de NPCs e presenciar eventos caso fiquemos parados em certos locais.

Quando sofremos dano, como ocorre com a maioria dos jogos deste gênero, somos curados com os kits médicos, sendo eles, em regra, produzidos com os itens encontrados pelo jogo. Com relação a nossos armamentos, podemos aprimorá-los com ferramentas e engrenagens encontradas pelos cenários. Um detalhe é que este power-up exige a presença de mesas especiais para isto, presentes em determinados locais.

Outro detalhe curioso é a valorização dos itens “melee”, de forma que podemos, até mesmo, melhorá-los, como amarrando uma tesoura em um taco de beisebol.

Com relação aos combates, podem ocorrer de duas formas, ou direta ou de forma mais furtiva. A furtividade não somente é incentivada pela pouca quantidade de munição, como pela presença de inimigos capazes de fazer o “1 hit kill”, junto disto está a habilidade “listen”, que nos ajuda bastante. Vale destacar que o jogo possui um modo multiplayer, mas não iremos destacar sobre ele neste artigo.

A habilidade “listen” é uma ferramente ótima para os momento de furtividade.

A dificuldade de The Last of Us é baixa, assim como a maioria dos jogos atuais, bastando que o jogador preste atenção aos comportamentos dos inimigos que será apenas uma questão de tempo para chegar ao final da aventura. Quanto ao fator replay, acredito que, junto com a baixa variabilidade de inimigos, seja seu maior ponto fraco, de forma que uma segunda partida vem a ser extremamente semelhante a primeira.

Ainda assim, o jogo é tão bem feito que é possível que o jogador queira jogar novamente com o passar do tempo, seja para adquirir os troféus, buscar pelos colecionáveis, ou simplesmente revisitar os carismáticos protagonistas.

Em alguns momentos rola uns sustos “de leve”.

A trilha sonora do jogo é incrível, sendo principalmente creditada ao argentino Gustavo Santaolalla, que fez um trabalho incrível, contribuindo imensamente com o clima e narrativa do jogo. Saber da sua presença na sequência que está para chegar, sem dúvidas, é um motivo para se comemorar.

Os efeitos sonoros também são memoráveis, com um trabalho de dublagem muito bem feito, inclusive na versão brasileira. Não apenas os protagonistas receberam este capricho, sendo ele estendido para personagens secundários, como o irmão de Joel, Tommy, a líder vaga-lume, Marlene, e os irmãos Henry e Sam, incluindo outros.

Ainda tratando sobre os efeitos, aqui vemos a habilidade que os protagonistas possuem, chamada “listen”, com ela podemos localizar personagens através dos barulhos que fazem, sendo identificados por suas silhuetas, isto colabora para os momentos furtivos da aventura, além de dizer que o inimigo Estalador é guiado exatamente pelo som, por ser cego, o que demonstra um esmero pelos desenvolvedores neste ponto.

Em entrevista para a revista brasileira do PlayStation Brasil, o designer Ricky Cambier descreveu a importância disto no jogo: “Em um mundo no qual um único inimigo pode te matar, você fica assustado ao ouvir este inimigo, (…) e como esses inimigos, chamados Clickers (Estaladores), usam a ecolocalização para se orientar, acabam utilizando o som para nos encontrar”.

Abaixo segue trilha sonora completa de The Last of Us, mas antes vemos uma apresentação de Gustavo Santaolalla.

Abaixo a trilha completa.

Curiosidade 6: Para os grandes fãs de The Last of Us vale informar que a Dark Horse Comics, no ano de 2013, publicou uma série de 4 HQs chamadas The Last of Us: American Dreams, com o intuito de abordar com maiores detalhes o passado da personagem Ellie.

O Bestiário

Infelizmente o número de inimigos presentes no jogo deixa um pouco a desejar e acaba sendo um dos fatores que poderia ser melhor. Durante a aventura encontraremos cinco tipos de adversários. Sendo quatro deles mutações e variações de humanos que encontramos em nosso caminha.

Curiosamente, ao verificarmos a seção galeria presente no título, observamos que há modelos inéditos de infectados que não foram utilizados na versão final. Um detalhe importante é que, apesar de sua pouco variedade, os combates não se tornam repetitivos ou cansativos, isto porque os cenários mudam a todo momento, assim como as várias formas de armas e aglomerações de inimigos que acabam exigindo diversas formas de abordagem e estratégia.

OS CORREDORES: Trata-se da primeira etapa de infecção do fungo nos humanos. Estes infectados são muito rápidos e vêm em nossa direção assim que percebe nossa presença. Um problema é que normalmente encontram-se em bandos, o que acaba exigindo alguma estratégia por parte do jogador.

Os corredores são os inimigos mais simples do jogo e só nos dão trabalho no caso de estarem em grande número.

OS PERSEGUIDORES: Os Perseguidores são a etapa intermediária entre os Corredores e os Estaladores. Fisicamente já podemos perceber um acréscimo de força, resistência, erupções em seu rosto, além da melhor capacidade de nos perseguir, como seu nome mesmo nos indica.

Os Perseguidores, apesar de mais perigosos que os Corredores, ainda não oferecem grande risco.

OS ESTALADORES: Depois dos protagonistas, talvez eles sejam o maior símbolo do jogo. Apesar de lentos, podem nos matar com apenas um “hit”. O interessante é que são cegos, uma vez que o parasita Cordyceps, por se instalar no cérebro, cresce extirpando os olhos da caixa craniana, por outro lado, possuem uma audição bastante aguçada. Seu nome se dá pelo barulho que emitem, sendo este inconfundível quando é escutado durante a aventura.

O famoso Estalador.

OS BAIACUS: Trata-se do último estágio de mutação dos infectados. Aqui os inimigos crescem de tamanho significativamente, tornam-se mais fortes e resistentes, além de jogar partes de seu corpo que explodem como bombas de esporos (um nojo). Durante a aventura seus encontros acabam se assemelhando a enfrentamentos contra chefes.

Um detalhe genial por parte dos produtores foi não apresentar ele imediatamente no início da aventura, deixando um cartaz rasgado em sua parte, o qual descrevia os tipos de monstros. Para evitar spoiler, vou usar do mesmo recurso.

Cartaz descrevendo os inimigos e que, propositalmente, esconde os Baiacus.

OS HUMANOS: Talvez sejam os inimigos mais difíceis de lidar na aventura, já que além de utilizarem armas de fogo, possuem uma inteligência artificial mais apurada, capaz de esconderem-se e nos atacar em momentos inesperados. Aqui merece destaque lembrar que é comum encontrarmos adversários humanos em obras com futuro pós-apocalíptico, o que faz muito sentido, já que se na sociedade em que vivemos há tamanha violência, imaginem em uma realidade em que não há qualquer castigo social para aqueles que prejudicam a liberdade dos outros.

Cuidado com aqueles que poderiam ajudar.

Curiosidade 7: No dia de 19 de junho de 2020 teremos a tão esperada sequência da franquia, chamada The Last of Us Part II. Tudo parece que está conforme as expectativas dos fãs, com um refinamento das mecânicas do primeiro título, assim como maior número de inimigos e a permanência de seu clima pesado e atraente. Será que irá emplacar o sucesso do título anterior? É só esperar mais um pouco.

Conclusão

Concluindo em poucas palavras o resultado de The Last of Us, diria que os únicos defeitos que o jogo possui são a baixa variedade de inimigos encontrados durante a aventura e seu excesso de linearidade (característica comum em títulos da Naughty Dog), detalhes estes que diminuem bastante o fator replay da aventura. Apesar disto tudo é tão bem feito que, provavelmente, como já dito anteriormente, merece ser revisitado.

Jogado no Playstation 4